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O ASSASSINATO DO JORNALISTA MANOEL LEAL

Como foi o assassinato de Manoel Leal

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Jurista aponta falhas e omissões
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A investigação federal
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Os suspeitos e os investighadores
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O que fizeram e as falhas da Federal
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Falhas e omissões do delegado
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Falhas do promotor público e conclusão

Volta

As falhas do Inqueérito


Falhas do promotor
      Quanto ao promotor público Ulisses Campos Araújo, o jurista aponta que ele deixou de comparecer a vários atos, mas assinou os termos como se tivesse comparecido.
      Não pediu qualquer diligência, deixando que o delegado conduzisse as investigações livremente, mesmo sabendo que os principais suspeitos têm ligações com a Polícia Civil e com pessoas influentes da cidade e do estado.
      Não compensou e corrigiu as omissões da investigação feita por Jaques Valois, o que seria sua função no inquérito. Pediu rápida e laconicamente o arquivamento do inquérito quando deveria desenvolver ações para corrigir as omissões do delegado.

Concluindo
      O jornal A Região fez questão de pedir a opinião abalizada de um grande jurista criminal para mostrar à população de Itabuna, do sul da Bahia e de todo o Brasil, como é feita uma investigação de assassinato na Bahia, estado onde jornalistas são mortos à vontade sem que exista sequer seriedade na apuração.
      O clima de impunidade garantido pelo governo da Bahia e, neste caso, pela atuação vergonhosa da promotoria pública de Itabuna, transformam qualquer pessoa que denuncie políticos e policiais corruptos em um alvo na mira do próximo assassino contratado pelos novos coronéis.
      Você já sabe como foi o crime, quem praticou e como ele foi "investigado". Sabe que foi arquivado por ordem do promotor. E deve imaginar a quem interessava matar Manoel Leal para que o jornal A Região abandonasse sua missão de denunciar desmandos.
      Para nós, resta a esperança de conseguir uma nova investigação, mais séria e feita pela Polícia Federal, antes do próximo assassinato de jornalista na Bahia.

Como está
      O juiz Marcos Bandeira desarquivou o caso no final de abril de 2000 a pedido da promotora Cintia Portela Lopes, que exigiu novas ações por parte da policia, incluindo a tomada de depoimentos do prefeito Fernando de Oliveira, da secretária municipal Maria Alice Araújo e do delegado Gilson Prata, além de várias acareações entre testemunhas e a captura de Marcone Sarmento e Thomaz Iracy.
      Dos suspeitos, Marcone Sarmento continua foragido apesar de ter estado em Itabuna inúmeras vezes depois do crime, várias das quais circulando publicamente com a secretária Maria Alice Araújo. Mozart e Roque continuam trabalhando normalmente. O prefeito continua sendo denunciado pelo jornal com base em documentos do Tribunal de Contas.
      O presidente Fernando Henrique Cardoso recebeu diversos pedidos de providências no sentido de usar a Policia Federal para esclarecer o crime e punir os culpados. Os pedidos vieram da Anistia Internacional, ANJ, IFJ, ABI, Fenarj, Reporters Sans Frontiers, entre outras organizações.
      O filho de Leal luta junto a deputados e governo pela aprovação de uma lei que torne federal tanto a investigação quanto o julgamento de crimes contra jornalistas.


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