Rede Morena, o Portal do Cacau
Rede Morena

O ASSASSINATO DO JORNALISTA MANOEL LEAL

Como foi o assassinato de Manoel Leal

Página 1
Jurista aponta falhas e omissões
Página 2
A investigação federal
Página 3
Os suspeitos e os investighadores
Página 4
O que fizeram e as falhas da Federal
Página 5
Falhas e omissões do delegado
Página 6
Falhas do promotor público e conclusão

Volta

As falhas do Inqueérito


O que fizeram
     O diretor da Polícia Federal em Ilhéus, Rubens Patury, apurou extra-oficialmente e comunicou a seus superiores que os autores seriam Marcone Sarmento (foragido da justiça), Mozart Costa Brasil (agente da Polícia Civil da Bahia) e Roque de Souza (informante da SSP/BA), passando esta informação também ao diretor da Dirpin (Valois).
     O delegado da Polícia Civil João Jaques Valois, no dia seguinte ao crime e alegando tratar-se de um crime de "grande repercussão pública", pediu o acompanhamento do promotor público em seus trabalhos. Ouviu testemunhas próximas ao local do crime, as pessoas que viram a caminhonete e os homens, bem como o filho e dois empregados da vítima.
     Dos apontados como desafetos da vítima ouviu apenas Francisco Valdeci e Lício Fontes, mesmo assim porque os dois tomaram a iniciativa de depor. Pediu e obteve contas de linhas telefônicas, listas de propriedade de veículos similares ao do crime. Obteve a perícia do corpo e roupas da vítima, assim como das balas que o atingiram e do revólver de uso diário de Mozart.
     Depois da divulgação das investigações da PF ouviu os supeitos Mozart, Roque e Thomaz. Recebeu de Mozart e Roque alguns documentos e os lançou nos autos. Fez o reconhecimento dos suspeitos por foto e obteve certidões de imóveis.
     O promotor Ulisses Campos Araújo não fez qualquer requerimento, não pediu que se realizasse nenhuma diligência e limitou-se a estar presente em alguns interrogatórios, na maioria deles sequer fazendo perguntas. Funcionou apenas para "autenticar" a investigação do delegado, assinando inclusive documentos dos autos.
     Há informações de que autenticou depoimentos aos quais não esteve presente, o que é "ilícito penal e desmoraliza tanto o inquérito quanto a instituição que ele representa", afirma o jurista.

Falhas da PF
     A Federal fez investigação paralela, chegando aos nomes de Marconi, Mozart e Roque, ao carro usado no crime, a contas bancárias e ao patrimônio dos suspeitos, mas (segundo o jurista) não parece ter feito isto por iniciativa própria e sim provocado pelos superiores, a quem se preocupou em relatar o resultado. Segundo relatório do delegado, ao pedir as informações à Federal, teve como resposta que ela preservaria suas fontes. Para o jurista, nenhuma informação que possa levar à solução de um crime deve ser preservada, "muito menos para outro agente policial".


©2000 Radio Morena - Este portal pertence à Rádio Morena de Itabuna, Bahia, Brasil. Se quiser entrar em contato conosco, mande fax para +55 (0)73 613-9807 ou e-mail para master@redemorena.com.